Em 2015 já foram registrados mais de mil casos
O número de casos de dengue registrados em Goiás durante todo o ano de 2014 é 28,3% menor do que em 2013. Foram 117.338 casos de dengue em todo o Estado, com 76 mortes, no ano passado. Em 2013 foram registrados 163.808 casos. A informação é da Coordenação de Controle de Dengue e Chikungunya da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que divulgou no dia 16/1, o primeiro Boletim da Dengue de 2015.
A primeira semana deste ano também registrou menos casos que o ano passado, no mesmo período. Em 2014, foram 1.123 casos na primeira semana de janeiro e agora foram registrados 1.087 casos de dengue em todo o Estado.
Duas mortes suspeitas estão sob investigação: uma em Brazabrantes, a 40 quilômetros de Goiânia, e outra em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. O laudo definitivo, com as causas das mortes, deve ser divulgado em até 30 dias.
Goiânia lidera o número de casos, com 179 registros da doença, seguida de Aparecida de Goiânia (93 casos), Santa Bárbara (46 casos), Guapó (45) e Crixás (44). Os municípios de Buriti Alegre, Minaçu e São Simão não informaram os casos da doença na primeira semana de 2015. Até o momento, são classificados de “municípios silenciosos”.
Fatores
O coordenador de Controle de Dengue e Chikungunya da SES, Murilo do Carmo, atribui a redução do número de casos ao período seco, que diminuiu o número de mosquitos transmissores à imunização de boa parte da sociedade que já teve a doença e ao maior apoio oferecido aos municípios. “Capacitamos os profissionais, fornecemos material (fumacê, veículos, medicamentos e bombas costais) e melhoramos o monitoramento da situação. Onde houve aumento dos casos, agimos prontamente. A rapidez na ação é fundamental para evitar que os problemas se agravem”, explica o coordenador.
O Plano de Contingência da Dengue 2015-2016 já está pronto e prevê mais proximidade com os municípios – por meio de ações integradas de educação, prevenção e combate da doença e tratamento dos doentes, aquisição de mais equipamentos e medicamentos e capacitações de profissionais de saúde. “Esperamos também contar, cada vez mais, com a adesão da população. Sem isso, todo o trabalho surte efeito menor que o possível e o desejado”, acrescenta Murilo do Carmo.
Fonte: A Redação

