Reajustes terão impacto pequeno
Apesar da recente alta em diversos impostos que incidem no financiamento imobiliário, compra da casa própria ou de imóvel para investimento ainda é vantajoso em Goiás. É o que garante o diretor de incorporação da EBM Desenvolvimento Imobiliário, Fernando Razuk. “O impacto deve ser muito pequeno. Os empreendimentos do Minha Casa Minha Vida não vão sofrer e os imóveis abaixo dos R$ 750 mil terão acréscimo pequeno. A faixa mais afetada será a de imóveis acima de R$ 750 mil, que atinge um público de maior poder aquisitivo, com melhores condições de poder acomodar o aumento no orçamento”, comenta.
Recentemente, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou o aumento do Imposto sobre Operações Financeira (IOF) nas operações de crédito da pessoa física de 1,5% para 3%, inclusive para crédito imobiliário, a fim de conter o crédito neste momento de inflação ainda elevada. Além disso, a Caixa Econômica Federal (CEF) já aumentou as taxas para novos financiamentos de imóveis residenciais.
Este cenário aparentemente negativo, no entanto, não deve comprometer o mercado imobiliário goiano. Para as linhas de crédito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), referentes ao financiamento de imóveis abaixo de R$ 750 mil, as taxas de juros passaram de 8% para 8,5% ao ano, relativas aos clientes que sejam servidores públicos e que tenham conta-salário na CEF.
No caso dos demais, a taxa permanece a mesma: 9,15% ao ano. Para os financiamentos com o recurso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Programa Minha Casa, Minha Vida também não haverá reajuste. Já para a linha de crédito do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que financia imóveis acima de R$ 750 mil, os juros passaram de 9,2% para 11% ao ano, no caso de mutuários não clientes do banco. Em relação aos clientes com conta salário no banco, o aumento foi de 8,8% para 10,2% ao ano.
Fonte: A Redação

