O vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico (SED), José Eliton, participa de seminário em Lima destinado a apresentar as potencialidades econômicas de Goiás e do Peru com vistas à prospecção de negócios à América do Sul.
O evento foi realizado na manhã desta segunda-feira, dia 28. O roteiro também inclui a Colômbia. A meta é incrementar a pauta de exportação e importação.
“Queremos estreitar relações com o Peru, ampliar negócios, estabelecer uma maior aproximação cultural, bem como o intercâmbio de conhecimento dentro do propósito do governador Marconi Perillo de internacionalizar Goiás”, disse o vice-governador durante a apresentação das potencialidades do Estado para empresários peruanos no auditório do Hilton Hotel, no bairro Miraflores, em Lima. Segundo Eliton, Goiás é hoje a unidade da federação que oferece as melhores condições para investimentos. Mesmo diante da crise na economia nacional, o Estado mantém níveis de crescimento e de geração de empregos sempre acima da média nacional.
O vice-governador também fez referências, em sua apresentação, ao Programa Estadual de Inovação e Tecnologia, o Inova Goiás. “Nosso Estado exibe para o Brasil o maior plano de inovação que dá suporte para a atração de novos investimentos”, ressaltou. O Inova Goiás, além de fortalecer a economia e potencializar o desenvolvimento do Estado, beneficia diretamente o setor produtivo e moderniza ainda mais a máquina pública.
O evento teve as participações do embaixador do Brasil no Peru, Marcos Raposo Lopes; presidente da Câmara de Comércio Peruano-Brasileira (Capebras), Miguel Veja Alvear; chefe de Promoção do Setor Comercial da Embaixada do Peru no Brasil, Alex Guimarães; chefe do escritório comercial da Câmara Binacional de Comércio e Integração Peru-Brasil, Javier Martínez Cayo; e do diretor da Engerede (TI), Rodolfo Lima; entre outros.
“Se Goiás quer pensar grande e ter uma saída para o Oceano Pacífico, vocês terão no Peru um amigo e aliado”, disse na sua saudação o presidente da Câmara de Comércio Peruano-Brasileira (Capebras), Miguel Vega. Em longa exposição sobre o histórico das relações entre os dois países, ele discorreu sobre o ambicioso projeto de unir as costas dos Oceanos Pacífico e Atlântico, sonho antigo de Brasil e Peru que pode agora ser realizado com a participação de investimentos da China. Um memorando de entendimento foi assinado em julho de 2014 para a construção da ferrovia transcontinental que beneficia diretamente as exportações de Goiás.
“Há um mundo para ser conectado, um mundo novo que está diante de nós”, disse Vega ao destacar os desafios nos setores de energia, infraestrutura e industrial que envolvem as relações entre os dois países. Ele defendeu a aliança estratégica entre Brasil e Peru, um país que possui três mil quilômetros de fronteira. “Seja bem-vindo, Goiás”, enfatizou.
Ministério da Agricultura
À tarde, o vice-governador José Eliton foi recebido em audiência no Ministério da Agricultura e Irrigação do Peru pelo diretor de Negócios Agrários, Gino Garlik Batra. Já a delegação de empresários goianos fez visita técnica à empresa Alicorp, maior indústria de alimentos do Peru.
Peru
Terceiro maior país da América do Sul e com Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 208,2 bilhões, em 2014, o Peru posiciona-se como a 51ª economia do mundo. O setor de serviços é o principal ramo de atividade respondendo por 56,3% do total do PIB, seguido do setor industrial com 37,5% e do setor agrícola com 6,2%. O país é rico nos seguintes recursos naturais: cobre, prata, ouro, petróleo, madeira, peixes, minério de ferro, carvão mineral, fosfato, recursos hídricos e gás natural.
Em 2013, a corrente comercial entre Peru e Goiás foi de US$ 9,3 milhões. Goiás exportou soja, grupos eletrogêneos de motor, carnes, gelatinas e medicamentos, e importou US$ 1,4 milhão em taninos, brocas de metais, fosfato de cálcio e óleos de peixe. Naquele ano, o Peru figurou como o 59º mercado mundial, sendo o 57º exportador e o 62º importador. As vendas do Peru são direcionadas em grande parte aos vizinhos do continente americano, que absorveram 44,2% do total; seguidos dos países da Ásia com 30,2%; e da Europa com 24,1%. O Brasil foi o sexto principal comprador do Peru.
Mais informações: (62) 3201-5463/5487
Fonte: Goiás Agora

