Quarenta centímetros a menos na cintura e a balança marcou menos 15 quilos. Esta é Sônia Maria Salomé Costa após submeter-se a uma cirurgia bariátrica há um mês no Hospital Alberto Rassi (HGG). A dona de casa de 43 anos é só alegria e exibe as novas medidas. “Agora eu uso GG”. Atualmente ela está com 136 quilos, mas já atingiu os 165 quilos em outras épocas. Sônia é uma das 500 pacientes inscritas no Programa de Controle e da Cirurgia de Obesidade (PCCO) do HGG.
O PCCO atende pacientes com obesidade mórbida, ou seja, aqueles com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 40 e pacientes obesos com IMC acima de 35, com comorbidades (pressão alta, diabetes, apneia do sono). Para calcular o IMC, basta dividir o peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado. Por exemplo, se o seu peso é 80 quilos e a sua altura é 1,80m, a conta será 1,80 x 1,80=3,24 e então divida 80 por 3,24= 24,69, ou seja, IMC Normal.
Tratamento completo
A cirurgia bariátrica é apenas uma parte do tratamento oferecido pelo Programa de Obesidade e o diretor técnico do HGG, médico Rafael Nakamura, esclarece que a cirurgia deve ser uma exceção, realizada apenas quando o paciente já tentou outras formas para emagrecer. Antes de o paciente do PCCO ser apto para este tipo de cirurgia, ele passa por preparo, de três a seis meses, contando com uma equipe multiprofissional formada por psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, enfermeiros e nutricionistas.
Sônia passou por todo o preparo com os diferentes profissionais, mas quando ia fazer a cirurgia, precisou cuidar da tireóide. “Foi no tempo em que Deus quis”. Agora ela comemora os resultados positivos e conta que até o marido está emagrecendo ao acompanhá-la nesta rotina de nova alimentação e um futuro mais otimista. “Sempre me aceitei mas penso na minha saúde daqui uns anos. Meus ossos não aguentariam esse peso com 50, 60 anos”. Após a cirurgia, os pacientes continuam sendo acompanhados pelos profissionais do PCCO, com atendimentos em grupo ou individualizados.
O Programa de Obesidade realizou até abril deste ano 22 reduções de estômago. Criado no HGG em 2010, na época atendia a um número reduzido de pacientes por falta de profissionais exclusivos para o trabalho e por falta de estrutura do hospital. As cirurgias bariátricas não chegavam a duas por mês (dados de 2011/2012). Atualmente, o Programa de Obesidade realiza, em média, 12 cirurgias por mês. Em 2013, foram realizadas 39 cirurgias; e em 2014, 45.
Fonte: Goiás Agora

